domingo, 3 de janeiro de 2016

Capítulo 12



Transtornos de um passado sombrio.


Legendas:
Rick conversando com Bacruz
Bacruz conversando com Rick


Pela primeira vez tinha dormido como um campeão. E como tinha dormido! Viu-se triunfante em seus próprios sonhos, ganhador da Liga Pokémon, um renomado atuante na área da medicina e finalmente detentor de esmero respeito perante a sociedade. Ah, realmente um deleite... até ser despertado por um jato de água gelada que fez com que cada misero fio de seu corpo se arrepia-se.

- Não é porque agora pode se gabar por uma insígnia que tem o direito de ficar dormindo o dia todo. Não seja preguiçoso – disse Rick, ostentando um falso sorriso – Malheureusement, o período do café da manhã já passou.

- Bom dia pra você também! – respondeu irônico, ouvindo a batida da porta logo a seguir.



***

“Sinceramente, meus alunos eram incomparavelmente mais disciplinados do que essa dupla.”, pensou o professor do lado de fora do cômodo.

“Pode até estar certo sobre a maturidade, contudo, apesar da falta dela, eles têm potencial para realizar feitos que você nunca será capaz de fazer.”, sussurrou a voz macabra.

“Silence, infortuné. Estou sem paciência para te ouvir tagarelar bobagens hoje. Porque diabos você tinha que encarnar logo na minha mente?”

“Eu já te falei. Nós, Bacruzes, filhos de Darkray, fomos enviados para fazer uma limpa na raça humana, dominando a mente daqueles de potencial inferior a fim de atormenta-los até desejarem não habitar nesse mundo”.

“Muito inteligente de a sua parte me contar o seu plano maligno dessa maneira”

“Não faz diferença. Você é muito incompetente para fazer algo contra”.

“Anota aí no seu caderninho: EU NÃO VOU COMETER SUÍCIDO POR SUA CAUSA. Agora me permita o capítulo prosseguir em paz, os leitores não estão aqui para presenciar nossas discussões.”
***
Péssima ideia ter aberto a janela. O sol, não era mais simplesmente o sol, era um instrumento de tortura construído pelas parcas que irradiava calor suficientemente capaz de derreter cada molécula de seus ossos e desencadear uma hiperidrose fazendo-te suar até o óbito por desidratação. O clima ameno, proporcionado por dois ares-condicionados, diferentemente da temperatura no lado de fora, esvaiu-se em segundo com a entrada do ar quente no quarto.

Guinchou. Era hora de zarpar de Pewter.

Trocou o pijama pela roupa usual vermelha e preta de viagem e desceu as escadas. No saguão, nada de anormal, o mesmo pandemônio de sempre e nem era horário de refeição (seu estômago roncou ao se lembrar disto). No sofá, aconchegada em almofadas com formato de Munchlax, uma cena peculiar. E nem me refiro ao curioso fato da Butterfree estar sugando néctar do bulbo do Ivysaur e sim a algo ainda mais estranho: Leaf estava dedicando seu tempo a um dos pokemons. As mãos delicadas da garota faziam movimentos verticais com uma escova levemente sobre o pelo lustroso de Eevee, enquanto a mesma repousa sobre seu colo quase em posição fetal, se deliciando com o afago de sua mestra.

- Quem é você e o que fez com a Leaf?- disse, caindo na gargalhada quando viu a cena.

- Haha, muito engraçado. Isso é hora de acordar, plebeuzinho?

- Se fosse você que tivesse escalado aquele morro, quem sabe quantos a princesinha passaria dormindo. Quem sabe poderíamos até te coroar a nova Bela Adormecida.

- Discutir com você está cansando minha beleza- refutou, desinteressada- Agora, saia da frente da TV para que eu possa ver o comercial sobre os torneios.

No televisor, logo atrás do moreno, uma dupla de mulheres de cabelos alaranjados apareceu assim que terminou a transmissão sobre a alta da inflação no continente. A da esquerda trajava um vestido rosa pomposo e um laço na cabeça, enquanto a outra, mais despojada, mostrava sua barriga sarada usando um top e um boné aberto.

- Pensou que ficaríamos muito tempo de férias? – falou a da direita, dando uma piscadela – Nananina não.

- Pois bem. Está aberta a temporada de Contests! Novas alegrias, novas apresentações, novas emoções, novas promessas e... NOVAS REGRAS!

- Como assim, Marlyn? Você não tinha me falado sobre essas novas regras.

- Desculpa, Mary... Era para ser uma surpresa tanto para você quanto para o público – continuava a explicação a mais bem vestida das irmãs – Para saber sobre as novas mudanças acesse nosso site oficial que está aqui na tela.
Subitamente, a tela ficou esfumaçada, uma face fantasmagórica e (terrivelmente) assustadora foi se revelando aos poucos. Uma anciã de face enrugada e castigada pelo tempo surgiu rodeada por uma dupla de fantasmas que passavam o tempo fazendo caretas cômicas para a câmera. A impressão de rigidez transmitida em seu olhar firme era desfigurada em seu sorriso jovial. Seus cabelos mantinho um loiro fosco – um mistério ainda não terem se tornado grisalhos-; trajava um vestido ultrapassado de tom roxo, trazendo uma joia rara pendendo no pescoço enquanto se apoiava em um cajado de madeira.

Image found at gamefaqs 

- Que meninas incompetentes, nem vos falaram sobre a melhor parte – disse, a mulher com um sorriso macabro – Eu estarei tendo o prazer de a jurada especial nessa temporada, espero que toda minha experiência de 107 anos, Top Coordenadora e Elite 4 possa ajudar a bancada de alguma forma. E a primeira competição começa daqui a dois dias na rota 04, proximidades do Mt. Moon. Espero ver todos os pupilos lá.

A cena contendo as duas irmãs apresentadoras foi retomada.

- Hehe depois de um convite tão especial como esse eu que não iria recusar.

-Isso mesmo. Esperamos todos vocês lá. Até mais, galerinha.

As duas se despediram acenando e o logo um VT dos melhores momentos do Grand Festival do ano passado foi mostrado até se encerrar com o selo oficial da família real de Kanto. As noticias sobre furtos e desvios de dinheiro começaram a tomar conta do noticiário que se iniciou em seguida.

- Acho que já temos um destino! – colocou a mão no bolso se dirigindo a garota com um olhar fixo.

- Pois é. – respondeu com desdém, retomando a atenção para o bichinho de estimação.




A lâmina afiada da faca trespassava os tomates linearmente formando finas rodelas. A enfermeira Joy tinha sido muito gentil emprestando a cozinha do Centro Pokémon para que ele pudesse preparar alguns lanchinhos para a viagem. E além de tudo, cozinhar ajudava-o colocar os pensamentos em ordem, principalmente quando acontecimentos que deviam ter ficado enterrados no passado resolvem dizer um “olá”.

“Que bonito o Senhor Bondade preparando sanduiches para a criançada. Quem sabe se estiverem bem deliciosos eles fiquem menos desapontados quando descobrirem seus podres hihi”

“O que?... Do que você está falando... N-Não foi culpa minha... Não.... NÃO FOI MINHA CULPA!!!”

“Você pode ter mentido para si mesmos todos esses anos, Rick, mas nós dois sabemos da verdade”.

Flashback On

A missão prosseguia como o planejado.

Não estava orgulhoso. Não estava feliz. Não estava mais independente ou mais forte. Estava perdido. Perdido em suas próprias expectativas, ilusões, sonhos... E é claro que escolhera o pior caminho. Quando resolveu se alistar para a Team Rocket tudo o que queria era mostrar ao mundo que ele ainda tinha utilidade, para o que quer que fosse, deixar de se sentir um lixo era o seu principal objetivo. Ele não ia mais permitir que as pessoas o ferisse, mas também não pretendia ferir ninguém.

Ele pretendia fazer parte da equipe de pesquisas, contudo, ainda era apenas um estagiário e tinha que passar pelo treinamento de campo. Sua tarefa era simples: observar a rotina do Laboratório Nacional de Pesquisas de Cinnabar, encontrar brechas na segurança e alertar aos demais para pudessem se infiltrar.

No decorrer da semana acabou por notar um vício em cafeína de um dos guardas que costumava se ausentar para comprar um capucchino no outro lado da rua a cada em media 4 horas, demorando em média 3 minutos para voltar. Parfeit, pensou.

Havia um Growlithe a posto, afastado, claramente jovem e inexperiente, pois costumava a se distrair muito facilmente com as pessoas que caminhavam pela calçada. Não houve dificuldade para desacorda-lo sem chamar maiores atenções com um certeiro Bone Club na cabeça. Em seguida, apesar de que como aspirante ainda não era permitido as marcantes bugigangas da facção, as aulas de defesa pessoal foram o suficientes para completar o serviço.

- Só é permitido a entrada de pessoal autorizado, senhor – ouviu o aviso do guarda restante ao tentar adentrar o prédio – Sem crachá nada feito.

Riu.

-Aqui está meu crachá.

O homem até tentou reagir, mas um soco cruzado no maxilar foi o bastante para deixa-lo atordoado e fazê-lo cuspir sangue. Recorreu a pistola carregada na cintura que não durou muito tempo em suas mãos, sendo desarmado por um chute meia-lua de frente e indo ao desmaio com a aplicação do “Boa Noite Cinderela”. Em um piscar de olhos escondeu o corpo e vestiu a farda que o mesmo usava e ficou a espera do outro.

 O breu da noite ajudou a esconder sua identidade de imediato. O colega retornou com rapidez, se deliciando com seu copo de café.

- Cara, você sabia que o preço do café aumentou em 25% - disse, tomando seu posto – Assim vou a falência.

- Talvez você devesse tirar uma soneca ao invés de ingerir tanta cafeína.

Em um movimento veloz conseguiu pegar o guarda de surpresa e imobiliza-lo, estava pronto para coloca-lo para fora de combate quando o mesmo conseguiu reverter a situação dando-lhe uma cotovelada no olho esquerdo e sacando a arma pronto para atirar.

- Mãos pro alto já! – bradou.

Ora a pistola estava em sua ora já não a possuía mais. Cubone, o qual jazia do outro lado da rua pronto para dar reforço, conseguiu desarma-lo. Era questão de tempo até que alguém notasse que algo estranho ocorria ali. Precisa se livrar-se dele já.

-Se der um pio eu explodo os seus miolos. – ameaçou, voz firme e fria.

O homem recuou com passos tímidos. Suor escorria de sua face. O medo estava estampado. Felizmente, não estava diante de um assassino. Usou a pistola que furtara do outro pra intimida-lo e se aproximar para o golpe final; dessa vez sem vacilos.

Acerta-lo com a arma de fogo na cabeça inicialmente só tinha a intenção de acorda-lo, só que não imaginava que no meio de todo aquele temor que sentia ainda habitava tanta coragem. Agarrou seu braço direito, girando-o em cento e oitenta graus, e brigou pela posse do instrumento, quem ganhasse tomaria as rédeas da situação definitivamente.

Não houve ganhador. Não naquela noite. O guarda era bem mais forte que o franzino Rick, estava a ponto de arrancar o que queria de suas mãos quando um estampido foi ouvido. Seus olhos claros dilataram; caiu com expressão de dor. As mãos do estagiário dos Rockets banhada em sangue. A bala em cravada em seu peito não lhe dera direito de um último suspiro.

Não. Não fora sua culpa. Não fora ele quem apertara o gatilho. Tudo muito rápido, não tinha ideia do que ocorrera realmente. Agora uma vida havia chegada ao fim. Ele era um assassino e nunca iria se perdoar por isso.

As sirenes da policia alarmaram a alguns quarteirões.

Flashback off.

                                                    ***
- Trouxe sanduíches para vocês – disse ao entrar no quarto onde seus companheiros faziam as malas.

- OBA! Meu estômago está mais furioso que uma manda de Tauros. – nem pensou duas a vezes antes de atacar duas das guloseimas – Valeu, cara.

- Vá com calma, isso é só o que temos para comer até o próximo destino... Afinal, já decidiram para onde vamos a partir daqui? Acho que tem um GYM em Cerulean.

- Antes pararemos nas proximidades do Mt. Moon, acabou de passar na TV que ocorrerá um Contest lá e pretendo ir pegar o prêmio que é meu por direito. Até fizemos sua mala.

-Eu fiz. – corrigiu de imediato.

-Naturalmente. Uma dama não deve ser submetida a esse tipo de trabalho.

Estava obvio que a donzela jamais havia arrumado algo em toda a sua vida. As roupas, amassadas aos montes, algumas até mesmo formavam bolas, e a infinidade de kits de maquiagem não permitiam que mochila fechasse. Provavelmente a cama só estava decente por conta das Chanseys que cuidavam da limpeza.

A Route 3 se erguia imponente no caminho dos viajantes algumas horas depois. Os rapazes ajudaram-na a ficar pronta, caso contrario, jamais deixariam a cidade e, principalmente, o calor dela. O sol permanecia fausto, mas a brisa que ricocheteavam dos montes aos redores mantinha a sensação térmica amena. Leaf não ficou agradada em voltar para os seios da mãe natureza, mas pelo menos ali era incomparavelmente mais habitado que a assustadora Veridian Forest. Para cada canto que se observasse era possível ver um treinador ou treinando ou batalhando, nas árvores Pidgeys descansavam e Mankeys aproveitavam para se alimentar de suculentas Oran Berrys e entre as flores se via Jigglypuffs saltitantes e receosos casais de Nidorans, os quais proporcionavam cenas lindas de afeto.
Image by xeohelios


Rick decidiu fazer uma pequena parada para apreciar a vista. Sacou um caderno de pintura e uma caixa de lápis para colorir e começou a desenhar suas obras.

- Você sabia que há um Centro Pokémon a quatro horas de caminhada daqui? Não podemos perder tempo com bobagens. Preciso chegar a civilização o mais rápido possível – resmungou a patricinha, como de costume.

“Pare de incomoda-los com seus hobbes toscos. Diferente de ti, um completo inútil e covarde, eles tem objetivos a serem cumpridos”.

“Não vou te dar ouvidos agora, seu merda”

- Hesite em ser chata uma vez na vida, garota. Vamos ver o que temos aqui... Humm, está ficando ótimo. Não sabia que desenhava tão bem. – elogiou, se ajoelhando rente ao garoto que trazia em sua obra o amor curioso dos nidorans que não paravam de se acariciar com os focinhos.

-Eu gosto de captar retratar nos meus desenhos as mais diferentes formas de amor, principalmente a entre pokemons – explicou-lhe, sem desviar sua atenção – É um dos mais puros. Essas criaturas não são corrompidas, não estão sujeitas a tantos sentimentos de índole duvidosa, os quais tomam as rédeas de tantos relacionamentos e acabam por transformar todo afeto em ódio.

Logo os pombinhos perceberam que estavam sendo observados e resolveram partir por entre a grama alta, felizmente, Rick já havia terminado de registrar o momento. Continuaram a caminhada por algumas horas, coletando algumas berrys úteis para o tratamento de status aliment durante o trajeto, e principalmente, tentando evitar os treinadores assíduos por uma disputa que brotavam de cada canto imaginável. Seus passos os levaram até uma parte bem peculiar daquela rota: o campo de meteoritos.

- O que são essas pedras cintilantes? – questionou Leaf – Será que são valiosas?

- Não. São meteoritos. – negou o professor – Essa rota é bem famosa por ter sido atingida na pré-história pelo meteoro que foi responsável pela dizimação de diversas espécies de pokemons, tais como Omanyte e Kabutops.

As rochas espalhadas avulsamente numa área de depressão brilhavam em um tom intenso de verde musgo. Se você se aproximasse bem conseguiria enxergar ações vândalas nos meteoritos que estavam pichados com figuras e palavras. Não precisava que ninguém avisa-los de que aquilo continha um quê de sobrenatural, uma aura poderosa podia ser sentida a vários metros de distância; dava calafrios.

- Dizem que o lendário Deoxy costumava visitar esta área para mudar sua forma, meio que se tornou seu santuário – continuou contando as lendas, como se estivesse lecionando matéria de História – e que as pedras encontradas no Mt. Moon tem o poder de induzir a evolução de determinados pokemons.

-Ei! – acendeu uma lâmpada na mente da garota – Eu já li uma vez que a maioria das evoluções do Eevee são realizadas através de pedras especiais, será que essas aqui também fazem o mesmo?

- Eu acho melhor não...

Tarde de mais. Empolgada, a menina libertou seu bichinho luxuoso de estimação no campo de pedregulhos. A quadrupede em primeira instância se irritou ao ter que pisar naquele terreno enfestado de sedimentos que machucavam sua delicada patinha, além da areia carregada pelo vento que sujava seu pêlo lustroso. Tomou a decisão de pular em cima das rochas espaciais para se proteger.

Toda uma expectativa se formou. Chegaram a ficar minutos absortos naquela cena na 
espera de algo incomum acontece; uma evolução talvez. Mas definitivamente a única coisa inesperada que ocorreu foi uma balão redondo que surgiu abruptamente do céu e se chocou com o menino Red sem chances para reação de um reflexo.

O corpo arredondado rosado e grandes e cativantes olhos azuis não davam dúvidas de aquilo era um Jigglypuff. Suas orelhas pontudas como as de um elfo mexiam enquanto gemia de dor por conta da queda, mas rapidamente se recompôs e pôs se de pé, saltitante.



Image by hybridmink

- Jigglypuff, o pokémon balão. - falou a voz robótica da pokedex - As cordas vocais desta criatura podem ajustar livremente o comprimento de onda de sua voz. Este Pokémon usa esta habilidade para cantar precisamente no comprimento de onda certo para fazer seus inimigos ficarem sonolentos.


Image by fakemonplanet

- AH meu Arceus... Eu sou uma tragédia como coordenadora... M-me desculpe... F-foi um acidente... Nós estávamos ensaiando e... Por que isso sempre acontece comigo?... Você se machucou?... Jigglypuff menina má...

Uma garota de cabelos pretos volumosos enfeitados com uma tiara veio correndo desesperada em direção aos nossos protagonistas. Sua pele parecia tão lisa quanto seda e seus olhos tão brilhantes quanto topaz. Seu vestido e sapatos mesclavam entre azul e amarelo pálidos, além de também estarem combinando com a bolsa que carregava em uma das mãos decoradas com figuras de pokebolas e lacinhos.
IMAGEM

- Não se preocupe, foi só uma quedinha besta. Como é seu nome mesmo? – perguntou o treinador, se levantando e limpando a poeira do traseiro.

- Oh desculpa de novo... Como pude ser tão mal educada.... M-Me chamo Layla...Eu sou uma Top Coordenadora... Digo, quero me tornar uma... Vou participar do Contest que vai acontecer aqui pelas redondezas.

- Parece que você encontrou uma rival, Leaf, hehe – brincou.

-Prazer, sou Leaf Slade, mas todos me chamam de Queen Leaf. Também aspiro me tornar uma Top Coordenadora, na verdade, nasci destinada a isso. – as duas moças se cumprimentaram com um aperto de mão.

- Nossa!... É sério?... Claro que é... Você me daria a honra de batalhar com uma pessoa tão experiente quanto a senhorita?... Não quero incomodar...

“Parece que a princesinha arranjou um grande problema. Mexa essa bunda e vá ajuda-la, seu inútil! Dê sentido a essa sua vida desgraçada seu viadinho.”

“Você não manda em mim. Ela que ficou se gabando agora vai ter que sofrer as consequências. Apesar de vou rir bastante disso, será bom pra ela aprender umas coisinhas... E eu já não falei pra você pra para calar essa boca por esse episódio?”

“Quem é você trouxa pra mandar em mim? Sou uma entidade independente.”

- Humm... U-Uma batalha? – a voz da mocinha oscilou bruscamente – É c-claro. Não posso recusar pedidos dos súditos.

-Yup! – exclamou em comemoração – Vamos fazer um rapidinha 1x1... Não sei que pokemon usar...Acho que vou de Jigglypuff... Estou maluca pra enfrentar essa gracinha de Eevee que você tem ai... Que emoção!

- A Eevee? S-Sem problemas!
As coisas não poderiam ficar piores. Mesmo tendo a comprado a muito tempo, não conhecia um movimento sequer. Por sorte Rick soprou em seu ouvido algumas jogadas que poderiam vir a calhar. Porém, isso não pareceu ajudar muito. Ela não tinha ideia do que fazer.

Cada uma das ladies se posicionou em lados opostos com uma distância de 25 metros. As fofas guerreiras também já estavam de prontidão, ou quase. O balão rosado estava animada para o confronto ensaiando alguns socos no ar, já a pomposa das sete evolução jazia entediada e com pouquíssima de vontade de entrar na porrada.

- Como eu sou eu, eu começo. Eevee, Skull Bash.

Ela só moveu os músculos para virar e lançar um olhar de desgosto para sua mestra.

- Vamos, meu bebê! Mamãe sabe que isso de ficar se suando não para criaturas de elite como você, mas é só hoje, por favor. Depois eu te pago um dia no spa – ainda relutante, a pokemon pareceu concordar.

- Se vocês vão ficar aí de papinho, nos começamos. Vá de Doubleslap, Jigglypuff!

Para um ser com um corpo tão grande pernas tão curtas ela tinha um estratégia interessante de se movimentar pelo campo: segurava os pés com as duas mãos, se enrolando por completando, e saia rolando como uma bola. Era tão rápida que sua oponente não teve nem tempo de respirar quando recebeu uma série de bofetadas na face.

- NÃO SE BATE NA CARA DE UMA LADY! SE O ROSTINHO DA MINHA PEQUENA FICAR MARCADO VOCÊ VAI PAGAR A CIRURGIA!!!! – Leaf surtou, Eevee levantou do chão cambaleando – Swift!

Assim que se recuperou do tombo, disparou uma saraivada de estrelas douradas com pontas afiadíssima capazes de talvez decepar membros. Inteligentemente, a fairy type prendeu a respiração e inflou, dando-a a capacidade de flutuar conseguindo desviar do perigo facilmente.

- HAHA você não vai atingi-la tão fácil. –falou, satisfeita com o resultado que a batalha estava tomando- Passamos tanto tempo treinando isso que ela basicamente intocável.

- Rainhas não precisam treinar essas bestagens, já nascemos prontas. Faça ela descer com Sand Attack.

A detentora de 7 formas diferentes de evolução deu língua para sua mostra em uma demonstração de reprovação pela ordem dada – deus sabe quantos banhos ela tomaria depois daquilo- todavia, não desobedeceu. Com as patas traseiras empurrou punhados de terra em direção ao balão rosa, que conseguiu se manter segura fazendo manobras aéreas formidáveis. Só como que persevera sempre alcança, ali não foi diferente. Depois de insistir no ataque de areia, Eevee conseguiu prever o movimento da adversária e encheu seus grandes olhos com terra, obrigando-a a descer para terra.

-UAU! – exclamou Red- É preciso ter uma precisão bem aguçada pra ter acertado aquele golpe. Não consigo acreditar.

- É sua chance – gritou Rick, incentivando-a – a Jigglypuff é fraca contra movimentos do tipo Steel.

- Okay. Eevee, Iron Tail. – ordenou.

Super efetivo. A cauda de Eevee ganhou subitamente um tom metálico e uma textura rígida que causou dano o suficiente para deixar Jigglypuff fora de combate.

- E a rainha suprema domina novamente!- vangloriou-se, agarrando sua combatente no colo.

-Desde quando esse Eevee tem golpes tão poderosos?- perguntou Newhouse, incrédulo - Malmente vejo-a tocar o chão.

- Nada que o dinheiro não possa resolver, mano. Tutor House, TMs... Até mesmo um Magikarp pode ficar poderoso.

Guinchos de dor agudos foram ouvidos.

- Nossa, pareceu que doeu pra caramba – Red se aproximou da ferida, sacando seu kit de primeiros socorros da mochila – mas pode deixar que em alguns minutinhos ela estará novinha em folha.

Foram minutinhos mesmo. Em um piscar de olhos, Jigglypuff já ostentava seu curativo na canto esquerdo do tórax sorridente. Nada que uma dose de Super Potion e mãos habilidosas não resolvessem.

- Acho que não houve nenhum dano interno, mas é bom você dá uma checada no Centro Pokémon.

-Aff – praguejou – vou ter que voltar até Pewter City. Desse jeito não vou chegar a tempo para a competição.

- Não se preocupe. Nos locais desses Contests sempre tem um hospital por perto por segurança – falou Langdon – Se quiser podemos acompanha-la até lá caso necessite.

“Eu não andaria com você se fosse ela. Quem sabe esse seu retardo mental seja contagioso.”

- Seria uma honra poder acompanhar vocês...Digo, se não for incomodar, é claro... Será que poderia me ensinar algumas técnicas de primeiros socorros?... Sabe, eu e meu time vivemos nos esbarrando por ai...

-Ei! Não podemos trazer a inimiga para dentro de casa!

-Você não decide nada aqui, garota. Layla será uma boa companhia. Pelo menos ela é legal e não uma egocêntrica babaca como alguém que conheço – rebateu, Red.

- Quem pensa que é pra dirigir a palavra a uma sangue azul como eu? Eu posso subornar a policia e te colocar atrás das grades, seu classe média. – ameaçou.

- NÃO CO-ME-CEM DE NO-VO, SEUS FREQUENTADORES DE BERÇÁRIO!!!


 Glossário:

Bacruz: entidades criadas por Darkray capazes de se alojar em mentes humanas e leva-las a loucura a ponto de cometer suicídio. Agem sussurrando opiniões e ideias que levam a fatores como auto-estima baixa, depressão e crise existencial. Acredita-se que foram usadas inicialmente para combater os primeiros seres humanos que se alimentavam de pokemons, logo depois foram utilizadas nos lendários exércitos da idade média, enfraquecendo legiões de soldados. Hoje em dia são utilizados como método de tortura em algumas regiões pela polícia.





NOTAS DO AUTOR

4 comentários:

  1. Fui ler agora o cap novo (13), mas reparei que ainda n~ao tinha lido o 12 :( desculpe ter esquecido de ler este aqui!

    Agora sem mais delongas, vamos ao comentário!

    Ficou bem legal o capítulo! Adoro ver personagens novos, espero que a layla se torne uma grande rival para a nossa querida rainha ^^

    Vou acabar este misero comentário por aqui pois quero ler logo o 13 (meu objetivo aqui kkkk)
    Até logo Gabriel!

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  2. Haha o capítulo 12 agradece a sua lembrança!

    Eu também adoro quando há introdução de personagens novos, já fico todo ansioso tentando descobrir seus propósito e é claro: shippando também. A Layla pode não estar para ser a melhor das rivais, mas com certeza ela vai render ótimas perolas nessa história.

    Obrigado por dedicar um pouco do seu tempo, Marcello! Te vejo no próximo episódio.

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  3. Wow,muito show o negócio dos Bacruzes,me lembra uma antiga ideia pra uma fic,que era basicamente fazer uma Seita de Darkay,cujo o objetivo seria manipular a mente de toda a "ralé",colocando à todos num eterno pesadelo,enquanto os "escolhidos" vivem suas vidas em paz e sossego.

    Mudando de assunto,Leaf venceu a batalha,graças a seus poderoso coff*tm*coff treinamento,então,três vivas para a nossa arrogante princesa!Mas pois bem,espero muita exploração de imagem dos personagens e boa trama para a fanfic,além de algumas palhaçadas e confusões.



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    1. Por favor, aceite minhas sinceras desculpas pela demora em responder o comentário, fiquei sem computador por 2 meses :(

      Sério que você tinha uma ideia parecida? Que maneiro cara. Na verdade, os Bacruzes surgiram de uma ideia minha em fazer uma analogia a imposição de padrões e a pressão que a sociedade impõe em sermos perfeitos.

      Haha você não esperava que ela vencesse sem uma mãozinha, não é mesmo? Acredite, esse Eevee tem muito mais que uns TMs na manga. E entretimento de qualidade não vai faltar nessa história, com direito a tudo e um pouco mais.

      Valeu pelo comentário, Sir Naponielli! Espero te encontrar mais vezes por essas terras :D

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