quarta-feira, 7 de maio de 2014

Capitulo 9.5


Começo do fim

Aquele era o último cigarro. O homem olhou com desdém para o pacote vazio, amassado, na palma de sua mão. Como pudera esquecer de pedir uma carga extra de suas preciosidades?Ele sabia, aquele turbilhão de problemas estava tirando-o de si. Frustrado, resolveu matar o tempo olhando as figuras que as nuvens formavam sob o céu azul, que pareciam estar borradas à suas vistas por conta da velocidade com que o veiculo locomovia-se.

O dia não havia sido fácil. As olheiras em sua face representavam bem isto, assim como os insuportáveis fios brancos que brotavam como capins. Entediado, afagou um felino de pelos lustrosos com suas mãos adornadas de anéis de ouro maciço.

Era um gato avantajado de cauda enrolada. Suas garras afiadas arranhavam o estofado de seu dono, o qual não parecia se importar, enquanto a luz do sol reluzia na jóia rubra que jazia em sua testa. O felino rosnou quando uma moça aproximou-se.

                                  

 By: halmtier

A mulher alta trajava um vestido branco com extremidades pretas, onde um “R” rubro estava estampado como um brasão, preso por um cinto da mesma coloração, além de usar botas brancas que vinham até o joelho. Seus cabelos, com um topete que lembrava uma labareda, e olhos vermelhos eram o seu destaque.

                                                   


-Ariana, eu avisei que era terminantemente proibido me incomodar!- disse ele com um tom rígido, sem nem sequer olhar para moça – Você quer morrer?

Ela se ajoelhou rente a seu banco e falou:

- Aceite minhas sinceras desculpas, milorde. Mas era realmente necessário que eu interrompesse lhe interrompe-se.

-Já que já o fez, termine. Espero que seja algo muito importante. Caso contrário... – ele contornou a garganta com o dedo indicador – guilhotina!

-A base V foi completamente destruída. – o homem nem se abalou – Entre os envolvidos estão Blue Oak, a filha do Dr. Slade e o filho do Newhouse.

- Newhouse?- repetiu.De todos os nomes citados aquele foi o que mais o excitou.Seriao destino querendo brincar com ele?  – Parece que encontramos uma luz no fim do túnel, cara Ariana - o homem caiu em uma gargalhada malévola que ecoou por todo o avião.- Leve-nos até a base A.

-Sim, senhor –assentiu- Deseja mais alguma coisa?

- Três garotas no meu quarto, e mais cigarros porque esses já acabaram... Finalmente tenho motivos para comemorar! – Giovanni perdeu todo aquele aspecto senil e de cansaço. Seus olhos se avivaram, as olheiras pareciam ter sumido, e o sorriso estampado em sua face fazia-se esquecer daquele aspecto morto que ele carregava há alguns minutos atrás.

­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­                                                     ***

O cômodo era escuro e úmido, além de fedorento. O rapaz já não sabia quanto tempo havia passado naquela sela. 6 meses? 7? 1 ano? Como estaria sua mulher e filhos agora. Eles provavelmente nunca o perdoariam pelo o que ele fez.

Ali havia apenas um colchão de solteiro, nada confortável, uma pia e um vaso sanitário, todos completamente sujos de sangue. Todo dia eles escolhiam alguém para torturar, para demonstrar que qualquer um que queira ir em oposição à eles será rigorosamente punido, por conta disso gritos de horror eram extremamente comuns.

A maioria dos habitantes daquela cadeia que ficava no meio do nada, como o homem já havia descoberto, eram funcionários da Team Rocket que resolveram se desmembrar da corporação, algo que não é aceitável. Ele não era muito diferente dos demais.

Passos ecoavam ao longe, se aproximando cada vez mais. Ele sabia quem era. Porém estranhou a presença de Próton. Geralmente, ele só dava o ar da graça quando vinha executar alguém.

Ele estagnou em fronte a sua cela.Seu corpo todo tremeu, suas pernas bambearam, o ar ficou pesado pela simples presença do Rocket. O breu não permitia vê sua face, mas a simples presença já o denunciava.

- Newhouse – sua voz era tão fria quanto um iceberg – encontramos seu filho.

Como? Ele só poderia estar blefando. Deixou sua família em boas mãos.

-Acho bom você vim comigo e dar continuidade ao Projeto Z, ou, simplesmente colocamos toda sua família em um câmara de gás.


Era o começo do fim.



NOTAS DO AUTOR


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